Dark | Crítica

Eu passei raiva, muita raiva.

9 jan 2018

A Netflix está apostando muito alto em séries de ficção científica logo depois do sucesso de Stranger Things. Após isso veio The OA e agora temos uma produção alemã Dark, que estreou dia 1º de Dezembro e possui 10 episódios.

Dark é uma série em que tudo acontece ao mesmo tempo.  Ao mesmo tempo em que Erik (Paul Radom) some em circunstâncias misteriosas, um  pai de família se suicida deixando uma carta para sua mãe e seu filho. Essa carta só pode ser aberta no dia 4 de Novembro de 2019 as 22h13m, nem um minuto a mais e nem a menos. (Véspera do meu aniversário, pasmem)

Dark chega com os dois pés na porta nos apresentando um primeiro episódio intenso, onde a série ganha o público pela curiosidade em querer saber as respostas as perguntas insanas que foram postas na mesa. Winden é uma cidade misteriosa, que tem uma usina de energia elétrica como ponto turístico. Peculiaridades é com a Netflix, o orfanato da Sra. Peregrine que se cuide.

Nem tudo são flores, a partir desse momento a série se torna lenta demais, com perguntas demais e respostas de menos. Somos apresentados a outros personagens que também são importantes para a trama, como Katharina (Jördis Triebel) cujo filho também desapareceu, Hanna (Maja Schöne) uma amante que alimenta um romance proibido desde a juventude, e Ulrich (Oliver Masucci) um policial que decide procurar seu filho desaparecido e acaba descobrindo coisas que vão além do seu entendimento.

A pergunta que você precisa se fazer não é quem sequestrou as crianças, mas quando.

De uma hora pra outra as perguntas insanas começam a ser respondidas e é até gostoso continuar assistindo. Apesar de toda a lentidão do início da série, ela pega ritmo no meio da temporada e conforme você vai entendendo o que a série está abordando, você não consegue dar pause nem pra ir ao banheiro. São apenas 10 episódios que te prendem do começo ao fim. Da raiva? Obviamente, mas a curiosidade e a ânsia por respostas é muito maior.

Dark possui uma fotografia maravilhosa, que usa sem medo do ar misterioso que a cidade de Winden e a floresta assustadora que a cerca possui. A trilha sonora é outro ponto positivo, cheia de hits dos anos 80 que se tornam a cereja do banana split.

O desfecho é algo surreal, que aborda um assunto que vem sendo frequente em muitas produções, seja em séries quanto em filmes. Dark é literalmente uma viagem que, se não houver cuidado e um pouco de sanidade, explode sua mente ao perceber que a resposta estava na sua frente o tempo todo. Possui uma dose cavalar de suspense, mistério e coisas estranhas, sério.

Se a intenção da Netflix era reproduzir o sucesso de Stranger Things, Dark pode ser considerada uma série bem sucedida.

 

 

 

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