Crítica: O retorno do Homem-Aranha

Homem-Aranha: Longe de Casa traz um mundo após Ultimato e o peso das responsabilidades do jovem Parker.

11/07/2019 às 15:51hs
homem-aranha no alto de uma torre

Para quem já assistiu a Vingadores: Ultimato uma coisa é certa, é muito difícil superar aquele nível de produção de blockbuster. Dentro do próprio estúdio, deve existir a preocupação com esse desafio, principalmente para os próximos filmes da super equipe. Felizmente, esse não é o foco de Homem-Aranha: Longe de Casa.

O novo filme do cabeça de teia não tenta igualar sua ação ao último filme da Marvel, deixando seu núcleo sempre autocentrado e focado nas obrigações de Peter Parker (Tom Holland) nesse universo pós salvação.

Foram 5 anos desde o estalo de Thanos, e então, Tony Stark reverteu a tragédia, se sacrificando no processo. Por isso, o planeta fica órfão do herói futurista e visionário, e volta seus olhos para o cabeça de teia, pupilo do herói.

Leia Mais em: A Celebração dos Vingadores

Um dos principais destaques do novo longa é a parte visual. Estamos acostumados a grandes efeitos especiais, principalmente nesse tipo de longa, mas a produção do filme capricha na transposição dos quadrinhos. Os poderes de Mysterio (Jake Gyllenhaal) são retratados da forma mais fiel possível, parecendo em muito com as ilustrações feitas nas páginas das revistas que mostravam os embates do personagem.

Personagem Mysterio utilizando seus poderes.
Mysterio em Homem-Aranha: Longe de Casa

O elenco de apoio é igualmente importante, e protagoniza grande parte dos alívios cômicos do filme, e algumas das tramas paralelas são igualmente divertidas e muito bem trabalhadas.

O filme acerta em abordar os sentimentos do garoto da forma correta, respeitando o conhecimento do alto de seus 16 anos e o fazendo lidar de forma real com as cobranças feitas ao Homem-Aranha e o impacto delas na vida de Peter Parker. Desde a expectativa de estar com a garota que ama, até a simples ação de relaxar como um adolescente comum, são tarefas quase impossíveis para o garoto graças ao seu alter ego super poderoso.

O arco dramático é sutil, mas o suficiente para entender perfeitamente suas motivações. Por outro lado, o humor do filme está no ponto correto, arranca gargalhadas e não estraga momentos tensos. Por fim, Homem-Aranha: Longe de Casa limpa o paladar pós Vingadores: Ultimato, sendo leve, divertido e com algumas ótimas surpresas para os fãs dos primeiros filmes do herói e para os fãs de quadrinhos. O teioso desponta para uma franquia que parece estar bem longe do fim. Ainda bem.

Assista o Trailer:

Homem-Aranha: Longe de Casa | Trailer

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