ImperiaLista | 5 filmes que não precisam de remake

28/03/2017 às 22:26hs

Não é de hoje que a indústria cinematográfica vem repaginando grandes filmes para o século XXI. A verdade é que a maioria das produções de hoje em dia envolvem a remontagem de alguma história que foi sucesso no passado.

Apesar de estarmos acostumados a esse tipo de produção, recentemente a Warner anunciou a produção de um novo Matrix (1999). O longa é um dos mais icônicos da história do cinema, e mudou a forma de se fazer cenas de ação nos filmes. Além disso, o filme das Irmãs Wachowski tinha um discurso filosófico poderoso, e mais válido do que nunca nos dias de hoje.

Na minha mais sincera opinião, Matrix não precisa de remake, e na realidade também não precisava das suas duas sequências. Pensando nisso, montamos uma lista com 5 filmes que não precisam de remake (mas que com certeza não estão isentos disso).

5. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)

Inovador, enigmático e cheio de efeitos surpreendentes pra época, esse longa do lendário Stanley Kubrick é um marco na indústria e serviu de inspiração pra grandes obras como Alien: O Oitavo Passageiro e recentemente Interestelar e A Chegada. As situações apresentadas no filme, que é inspirado parcialmente na obra A Sentinela, de Arthur C. Clarke, mostram o quanto o ser humano pode ir longe na busca por entender os mistérios da existência. Já naquele ano, o filme discutia o potencial destrutivo de uma inteligência artificial e sua complexidade.

Tudo no filme é inovador pra época, e ter obras tão parecidas com ele em discurso hoje só mostra a relevância da obra. Irretocável.

4. O Iluminado (1980)

Kubrick era um cara extremamente polêmico e nada comum durante as filmagens dos longas. Em O Iluminado, o diretor fez terror psicológico com Shelley Duvall, que interpretava Wendy, para deixar a atriz no ponto de perturbação da personagem no filme. Apesar da prática maldosa e não ortodoxa, Kubrick fez uma releitura do final do livro de Stephen King, que originou a produção.

A perturbação de Jack Torrance (Jack Nicholson), a inocência do garoto e a presença imponente do Hotel Overlook, que é quase um personagem, mostram o requinte de detalhes inseridos e observados pelo diretor em suas histórias. Dificilmente uma readaptação teria um impacto tão importante quanto do original. Melhor não mexer no que já tá ótimo.

3. Taxi Driver (1976)

 

Martin Scorsese é um Deus do cinema. Dito isso, é difícil apontar qual é a obra prima do diretor, mas a mais icônica com certeza é Taxi Driver, pois mostra com maestria a transformação de um personagem. De passivo em relação ao sistema, Travis Bickle (Robert De Niro) entra numa espiral de loucura e combate às convenções, se tornando um anti herói tentando fazer a sua justiça e ao mesmo tempo, entender a si mesmo.

A forma como Scorsese conduz a história continua atual e mostra o a natureza destrutiva de uma ideia pode fazer desmoronar qualquer pessoa que se renda a ela. Não se mexe num filme do Deus do cinema, simples assim.

2. De Volta Para o Futuro (1985)

Talvez, esse seja um dos filmes mais amados de todos os tempos, e o mais importante de tudo, nunca ficou datado. Mesmo com os efeitos visuais limitados pela época, o filme de Robert Zemeckis tem um carisma impressionante, personagens engraçados e uma história divertidamente complicada. Toda a confusão temporal e as linhas do tempo que se criam a cada viagem trazem elementos que enriquecem a trama a ponto de prever até tecnologias que usamos hoje, como a videoconferência e o Hoverboard, que apesar de não funcionar como o do filme, foi inspirado completamente naquela ideia e ainda está em desenvolvimento.

Não haverá outro Christopher Lloyd ou mais um Michael J. Fox, logo, ninguém será capaz de ter sucesso interpretando Doc Brown e Marty McFly.

1.O Poderoso Chefão (1972)

Alguns apontam o filme de Francis Ford Coppola como o melhor filme de todos os tempos, e só por esse status já é possível dizer que ninguém conseguirá replicar a obra com a maestria do original. Aliás, toda a trilogia conta uma história violenta e poética, de certa forma. O legado da família Corleone e o peso que cada membro da família tem que carregar mostram uma sensibilidade de Coppola em entender que existe dor até nos atos de alguém imponente como Vito Corleone.

Além disso tudo, a interpretação de Marlon Brando dá ainda mais potência à história da família. O ator transparece no filme o peso que carrega e a importância de passar o manto aos filhos. Brando é um dos maiores atores de todos os tempos, e O Poderoso Chefão é um dos grandes responsáveis por isso.

Como se não bastasse isso, o diretor coloca signos visuais importantes para a trama, sempre indicando um ponto de virada ou um momento violento que está por vir. Uma obra feita com um primor quase impossível de reproduzir novamente.

Numa época onde há tanta cópia da cópia, filmes como esses precisam ser revistos, mas exatamente como são. Se tornam entidades da indústria, e sendo assim, não podem ser invocadas sem um ótimo motivo.

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