Pode me chamar de Coringa!

O drama de um supervilão.

03/10/2019 às 11:19hs
Imagem com metade do rosto como coringa e a outra metade como Arthur.

O clássico vilão dos quadrinhos do Batman já havia dado as caras no cinema três vezes, sob a pele Jack Nicholson (1989), Heath Ledger (2008) e Jared Leto (2016), fora a clássica atuação de César Romero, na icônica série de TV dos anos 60.      

Contudo, apesar de grandes astros já terem encarnado o supervilão, nenhum deles teve o personagem como protagonista, até que chegamos à 2019, onde chega aos cinemas o primeiro filme solo do Coringa, dessa vez interpretado pelo conceituado ator Joaquin Phoenix (Vício Inerente) e dirigido por Todd Philips (Cães de Guerra), com a ideia de trazer uma abordagem mais séria, adulta e realista do personagem.        

De fato o maior diferencial do filme está em seu estilo mais maduro, sendo o longa mais dramático baseado em quadrinhos de super-heróis, quase sem cenas de ação e focando no psicológico e motivações do personagem, o acompanhando de perto, quase como um estudo sobre a mente humana e como ela pode ser corrompida por pela sociedade opressora e pelas injustiças do mundo.         

Coringa em destaque, sentado e olhando para o lado com o rosto sério.
Coringa – Warner Bros. Pictures

Curiosamente, ainda que carregue um nome tão conhecido dos quadrinhos em seu título, Coringa não apresenta quase nada dos tradicionais e característicos clichês dos filmes de super-heróis que tanto foi mostrado no cinema na última década, ao mesmo tempo em que nos presenteia o tempo todo com referências, principalmente relacionadas ao universo de Batman, que aparece consideravelmente mais do que se supõe inicialmente.    

Ainda que seja um filme baseado em quadrinhos, Coringa é um filme relativamente pequeno, apresentando uma história única, sem grandes reviravoltas da forma como o público está acostumado, entretanto o filme tem sua grandeza justamente no simples e no cuidadoso com tratamento do personagem, sendo interpretado com maestria por Phoenix, que se dedica física e psicologicamente ao personagem, nos fazendo torcer e temer o protagonista ao mesmo tempo, sentimento complexo de se alcançar com o público, e que não seria possível com uma atuação menos que impecável.

Coringa é um filme poderoso, violento e dramático sobre até onde pode chegar a sanidade mental do homem comum diante de problemas comuns e cotidianos, e como o fascínio pela violência pode inspirar pessoas de mente fraca.

Confira o trailer:

Coringa | Trailer

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