ImperiaLista | Filmes contra os preconceitos

Chega dessa galera preconceituosa

21 set 2017

Nosso ano é 2017, e num mundo onde já vivemos tantas revoluções e provas de que os preconceitos só levam a tragédias e retrocessos, ainda nos confrontamos com atos de racismo, homofobia e machismo.Cada uma dessas três coisas contém preconceito em algum grau. As duas primeiras são auto explicativas, e no caso do machismo, se aplica o preconceito de acreditar que as mulheres devem servir aos homens. Todo esse pensamento é triste e extremamente retrógrado, mas nossa ImperiaLista não é sobre isso.

Hoje, listaremos filmes que mostram o combate à esses preconceitos. A história serve para nos ensinar a não cometermos os erros do passado, e o cinema pode ajudar e reforçar essa ideia.

O Jogo da Imitação

Inicialmente, o filme trata apenas dos planos dos aliados para derrotarem a Alemanha nazista e vencer a Segunda Guerra, o que por si só já retrata o cenário de preconceito e intolerância da época. Porém, no terceiro ato o filme mostra a triste realidade dos homossexuais naquele período na Inglaterra, onde eram vistos como depravados e, como no caso real de Alan Turing (interpretado por Benedict Cumberbatch), sofriam castração química para anularem a sua natureza. Ver um dos heróis da vitória dos aliados sofrer preconceito e injustiça apenas por ser gay e ser tratado como doente (como tá rolando agora no Brasil) é uma das sensações mais incômodas e tristes que podemos ter.

Shrek

Apesar de ser uma animação, a mensagem que rebate o machismo ainda está ali, mesmo que discreta e sem grandes bandeiras. Fiona não quer que ninguém a salve, ela não é a donzela em perigo, e inclusive Shrek sofre para conquistá-la. O destaque aqui vai para o fato de que o filme saiu na década de 2000, e faz pouco tempo, mas as discussões de hoje não tinham espaço ali.

Histórias Cruzadas

A trama do filme conta histórias de várias personagens e tem como foco principal o racismo contra as empregadas domésticas na década de 60, no Mississipi. Mas além desse discurso, existe uma bandeira levantada sutilmente contra o machismo por Skeeter (Emma Stone), que se recusa a dedicar sua vida a encontrar um marido e cuidar do lar. Ela se prova nesse sentido e conquista o que deseja, ao passo que o preconceito também encontra a sua punição.

Azul é a Cor Mais Quente

O filme foi um verdadeiro fenômeno em 2013, e mostra como uma adolescente lida com a descoberta de sua sexualidade, ao mesmo tempo em que lida com o preconceito e imposições de sua família e da sociedade que é contra esse sentimento da garota.

Selma: Uma Luta Pela Igualdade

Esse filme já foi citado aqui, mas a sua mensagem é tão forte e incisiva que merece várias menções. Em 1965, Martin Luther King Jr era um expoente na luta dos negros pelo direito de voto nos EUA. Apesar de já ser absurdo o fato de serem segregados desse direito, o filme mostra a truculência da polícia e dos racistas, que agrediam e matavam inclusive pessoas brancas que apoiassem o movimento pela igualdade. É praticamente impossível não se emocionar ou não se revoltar ao ver os vários absurdos mostrados no filme e que era tidos como comuns na época.

O Sorriso de Monalisa

Mais um filme ambientado em meados do século 20, mais precisamente na década de 50. Uma professora que foi educada na Universidade de Berkeley, conhecida por seu ensino liberal, começa a trabalhar na tradicionalista Wellesley College, onde a educação cara prepara garotas para serem boas donas de casa e esposas cultas. A professora então decide tentar abrir a mente das alunas para um pensamento mais liberal, focado na individualidade e desejos delas, e não nas convenções impostas pela sociedade da época.

Todos são ótimos filmes, mas podemos esperar em breve mais adaptações, mas agora situadas na nossa época. Afinal, a cada dia que passa, algumas pessoas estabelecem pensamentos pré-históricos e expõem suas crenças como superiores aos dos outros. E olha que a gente ainda nem falou sobre religião.

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