Reign | Crítica

4 temporadas que que contam em detalhes a trajetória da Rainha da Escócia

8 fev 2018

Reign é uma série americana produzida pela CW e correu um sério risco de ser cancelada no final da sua primeira temporada, porém, o canal resolveu manter a produção e foi a melhor coisa a ser feita.

Reign conta a história de Mary Stuart (Adelaide Kane), a rainha da Escócia, que se tornou rainha aos seis anos de idade. Por conta de sua pouca idade, Mary foi mantida escondida em um concento para que quando fosse mais velha pudesse ir até a França e se casar com o futuro rei do país, Francis (Toby Regbo).

Depois de muito tempo escondida e após uma tentativa fracassada de envenenamento, Mary decide que está na hora de ir para a corte francesa, onde ela estaria segura. Chegando lá, ela se vê rodeada de inimigos, forças sombrias e vários outros reinos querendo tomar seu país, a Escócia, e querendo matá-la apenas por ser uma rainha católica. Bicha, a senhora é sofrida viu?

A química entre Mary e Francis é notável desde o primeiro momento, mas como nem tudo são flores, temos Bash (Torrance Coombs) o irmão bastardo de Francis, filho do rei Henry (Alan Van Sprang) com uma de suas amantes. Bash se apaixona por Mary, o que nos dá aquele triangulo amoroso clichê logo no primeiro episódio da série. Mas não se engane, o foco da série não gira em torno disso, eu juro.

 

Também temos Nostradamus, um curandeiro que tem visões do futuro e é muito amigo da rainha Catherine (Megan Follows), mãe de Francis. Assim que Mary chega a corte francesa, Nostradamus tem uma visão de Francis morto e, o motivo da morte do rei seria o casamento dele com a jovem rainha, o que torna Catherine a inimiga número um de Mary. Tá achando pouco? Calma que tem mais.

Mas Mary não está sozinha, ela conta com o apoio de suas amigas de infância que agora são suas damas de companhia, Kenna (Caitlin Statsey), Lola (Anna Popplewell), Greer (Celina Sinden) e Aylee (Janessa Grant). Mais não se apegue muito, uma delas morre logo. Cada uma delas desenvolve uma história diferente, como Kenna que vira amante oficial do rei Henry , Greer que se apaixona pelo cozinheiro, Leith (Jonathan Keltz) e sofre pressão da família para casar com um homem rico e Lola, que se envolve com Francis após ele e Mary entrarem em crise e acaba engravidando.

No andar da carruagem o rei Henry fica louco e acaba se tornando uma ameaça para todos, o que leva Francis a matar o próprio pai e isso gera um conflito enorme, certa vez que ele tenta manter isso em segredo, o fantasma de seu pai o perturba e ele passa a ser chantageado por uma pessoa que sabe demais.

Depois do casamento Mary passa a ser pressionada para engravidar, já que ela foi coroada rainha e a França precisa de um herdeiro. Francis está cada vez mais ausente e distante e tomando atitudes injustas para o seu país. Uma guerra religiosa entre católicos e protestantes explode e, como se não bastasse, Elizabeth (Rachel Skarsten) assume o trono da Inglaterra e quer conquistar a França a todo curto. Que comecem os jogos!

No meio desse jogo de quem vai roubar o trono de quem, conhecemos Claude (Rose Williams) uma princesa egocêntrica que foi rejeitada pela mãe Catherine. A presença de Claude na corte traz a tona parte do passado da rainha Catherine e seus motivos para querer manter a filha longe dali.

Sendo bem sincera com vocês, o começo da terceira temporada não é nada fácil de assistir. A narrativa dos fatos se torna pesada e repetitiva demais, porém, com muito esforço tudo se ajeita e volta ao ritmo normal das temporadas anteriores.  A expectativa criada sobre a rivalidade entre Mary e Elizabeth demora a acontecer, porque afinal de contas, achei que a estadia de Catherine na Inglaterra fosse pra ela semear a discórdia entre as duas, mas sua passagem por lá foi tão rápida que eu nem senti o impacto que estava esperando.

Essa primeira parte gira completamente em torno de Francis. Fiquei absolutamente embasbacada com o desfecho que o personagem recebeu, já que eu realmente não esperava que a temporada traria a morte de seu protagonista. Francis não satisfeito em morrer apenas uma vez, morreu duas só pra desgraçar o nosso psicológico.

Já ouviram aquele ditado de que o luto faz bem à algumas mulheres? Foi exatamente o que aconteceu. Mary ganha um impulso e uma força descomunal após a morte de Francis, o que também nos presenteou com uma amizade inimaginável entre ela e a rainha Catherine. As duas juntas protagonizaram ótimos momentos e essa amizade rendeu um belo plot.

Houveram também outros plots muito bem explorados, como a ida de Lola para a Inglaterra. Aliás, a morte dela foi outro fato imprevisível que mexeu com meu coração, mas acredito que isso contribuiu diretamente para deixar a rivalidade entre Elizabeth e Mary mais intensa para finalmente render o combate final entre elas.

Mary finalmente volta para a Escócia afim de tomar o seu trono e é obvio que a chegada triunfal da rainha ao seu país de origem não foi muito bem aceita pelo seu povo. Porém, Mary se tornou forte o suficiente para reconquistar o seu povo e mostrar quem é que manda.

Na França, Catherine continua tendo que lidar com seus problemas habituais de família, já que o rei regente Charles (Spencer MacPherson) botou as asinhas de fora e mostrou para sua mãe que vai ser um verdadeiro desafio lidar com ele.  No fim das contas, a morte de Francis foi o estopim que trouxe todo esse leque de possibilidades que foram exploradas na quarta temporada.

 

Rivalidade, adrenalina, emoção e falta de tempo resumem a quarta e última temporada dessa série. Finalmente temos o tão esperado embate entre as duas rainhas, Mary e Elizabeth, e também o início de uma disputa pelo trono francês entre Charles e seu irmão, príncipe Henri (Nick Slater). Isso sem contar o casamento de Mary com o Lord Darnley (Will Kemp), um inglês , que dá a Mary o direito ao trono de Elizabeth.

Considerando que Reign renderia mais umas duas ótimas temporadas, o final deixou muita coisa de fora, mais conseguiu cumprir o seu dever e dar o encerramento digno que a série merecia. Não foi uma temporada perfeita, foi tudo muito corrido, mas dizer que ver a história pelo lado de Elizabeth foi muito importante. Mary se tornou uma rainha incrível, forte e que mesmo sofrendo tanto, teve um fim digno da rainha que foi.

A CW conseguiu dar um fim digno ao casal Mary e Francis, e cara … foi lindo. Os fãs agradecem.  Pra quem quiser assistir, a série está disponível com suas quatro temporadas na Netflix e, pra quem quiser entender melhor toda a confusão que foi a história da verdadeira rainha Mary da Escócia, recomendo que assistam a esse documentário.

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