Sobrenatural: A Última Chave | Crítica

A franquia criada por James Wan já não tem mais a mesma intensidade, mas ainda tem potencial

4 fev 2018

A franquia Sobrenatural (Insidious) começou em 2010 com um filme despretensioso e assustador, com sua trama curiosa, criaturas bizarras, sustos de enfartar e uma trilha sonora que foi composta pelo próprio demônio (Literalmente!) O sucesso do longa e a brecha que ele deixou na última cena (impossível de se esquecer) garantiu uma sequencia em 2013, que apesar de não trazer muitas novidades, se manteve no mesmo nível de bizarrice do primeiro filme e deu por encerrado o arco daquela história.  Em 2015, alguém teve a ideia de fazer um terceiro longa, mas agora protagonizado por Lin Shaye, que interpreta a melhor personagem da franquia, Elise Rainier. Apesar da queda de qualidade considerável desde prequel quando comparado com os primeiros dois filmes, o terceiro longa não fica muito atrás de filmes de terror mais tradicionais e tem lá seus momentos.

O quarto filme, intitulado Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key, 2018), está no mesmo nível do terceiro longa. A trama até que é bastante interessante, nós começamos o filme descobrindo mais do passado de Elise, quando ela ainda era criança, e as dificuldades que ela tinha em desenvolver suas habilidades de médium frente a um pai que era totalmente contra o estudo do mundo dos espíritos. Depois o filme nos apresenta Elise de onde ela parou depois do terceiro filme, agora já com sua equipe montada e pronta para resolver os mistérios. Mas Elise e sua equipe encontram um caso que remete ao seu passado: Ela devera voltar para a casa onde cresceu.

Em comparação com outros filmes da franquia, esse talvez seja o menos assustador, mas tem uma das histórias mais legais. Visitar o passado de Elise é muito empolgante e nos convence de vez que Elise é uma das mais interessantes protagonistas de filmes de terror do cinema. Ela sofreu, conheceu e aprendeu sobre suas habilidades, que dependendo do ponto de vista, podem ser uma maldição e uma benção ao mesmo tempo.

O filme também se diferencia dos demais pelo alto nível de humor por parte do alívio cômico formado pela dupla Tucker e Specs, interpretados respectivamente por Angus Sampson e Leigh Whannell, que também é o roteirista da franquia. O excesso de humor pode ser controverso para algumas pessoas, pois apesar de ter umas piadas engraçadas (algumas são hilariamente fora de hora), outras piadas reforçam e abusam da estupidez da dupla, o que pode dividir opiniões.

Joseph Bishara, o compositor da trilha sonora da franquia, está de volta no quarto filme, mas a música do novo longa não se compara com o que foi composto no começo da franquia. O mesmo pode ser dito da direção, que perdeu a força desde que (O Mestre) James Wan deixou a direção da franquia e passou a ocupar a função de produtor. “A Última Chave” tem alguns momentos de terror respeitável, como a cena de Elise criança e seu irmão no quarto e a hilária e tensa cena das malas.

Fora os detalhes já apresentados, o filme possui características comuns da franquia como um todo: Universo do além, criaturas bizarras e terceiro ato com mais ação e desespero do que terror. Mas ai vai do tanto que você gosta da franquia e já está acostumado com essas coisas.

“Sobrenatural: A Última Chave” é o menos assustador, menos bizarro, mais engraçado e expande o universo da franquia e ainda deixa uma brecha muito boa para o primeiro filme, que vai continuar sendo o melhor da franquia.

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