The End of the Fucking World | Crítica

Humor ácido, muito ácido.

8 jan 2018

The End of the Fucking World é uma série baseada nas histórias de Charles Forsman e não possui nada de tradicional. São dois adolescentes com personalidades bem peculiares em busca de algo muito diferente de tudo o que já foi visto nessa vida.

É uma série de humor ácido que possui um roteiro cheio de traumas, problemas adolescentes e psicológicos. É um tipo de comédia muito diferente do que estamos costumados a ver, é cheia de personagens que não cativam, sem estrutura, frios e apáticos na maioria do tempo. Mas, no desenrolar da carruagem a gente até que entende os motivos de tantas atitudes sem noção vinda dos personagens principais James (Alex Lawther)e Alyssa (Jessica Barden).

James é um personagem peculiar. Possui sérias tendências psicopatas, mas em algum lugar daquele menino que diz não sentir nada, ele só precisava de amor, carinho e alguém que o aceitasse dessa forma. Dadas essas informações, James representa uma boa parte de nós, que precisa de um outro alguém para nos sentirmos completos. Alyssa é uma menina visivelmente carente de cuidados, já que precisa lidar com um padrasto babaca, uma mãe submissa e um pai que sumiu quando ela tinha apenas 8 anos.

The End of the Fucking World começa a ganhar público quando James e Alyssa se unem. E daí que eles são um casal esquisito e bem problemático? Eduardo e Mônica do Renato Russo serve de exemplo pra provar que ninguém é perfeito. O fato é que quanto mais tempo eles passam juntos, mais a gente entende o intuito da série. Eles são uma dupla de características únicas, o que faz que eles estranhamente se completem.

The End of the Fucking World é uma série rápida, bem diferente de outras produções originais da Netflix. São apenas 8 episódios, cada um com 20 minutos de duração, ou seja, fácil e rápida de maratonar. A série possui um enredo simples e fechadinho, para caso a série não seja renovada, o fim da 1ª temporada foi muito eficiente, embora deixe um gancho interessante para ser explorado.

 

Resumindo: Vale a maratona. Aproveitem que em SP está chovendo e friozinho, façam uma pipoca, deitem no sofá e segue o baile.

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